Pular para o conteúdo principal

Devo aceitar um salário menor?



A realidade do mercado atual é de quase 14 milhões de desempregados, sendo que essa crise trouxe outra dura realidade aos profissionais brasileiros. Segundo estimativas, as remunerações tiveram uma queda em torno de 40%. Ou seja, quem está empregado ganha, em média, apenas 60% do que os profissionais com a mesma função recebiam alguns anos atrás.

Diante desse fato, a busca por recolocação demanda uma importante reflexão sobre esse assunto. Os candidatos precisam levar em consideração a possibilidade de ganharem menos do que ganhavam em seu último emprego. É preciso se adaptar à nova realidade e, demonstrar flexibilidade na hora de negociar o salário.

Pensando nisso, nada de colocar a pretensão salarial no currículo. Esse tem que ser um item para ser abordado pessoalmente, mediante uma negociação. Evidentemente, o candidato não pode demonstrar desespero, a ponto de dizer que aceita qualquer quantia. É preciso se valorizar, mas sem ignorar a situação pela qual atravessa o país.

Ao contrário do que muitos pensam, aceitar ganhar menos não significa “sujar a carteira”, como se dizia antigamente. Até porque o modelo de contratação vem se transformando. Carteira assinada não é mais a única possibilidade de trabalho. Muitas pessoas descobriram novas oportunidades sob demanda. Muitos se transformaram em consultores independentes ou em prestadores de serviços por meio de pessoa jurídica.

Mais do que a remuneração, os profissionais precisam avaliar as propostas por inteiro. Muitas empresas oferecem bons pacotes de benefícios, que incluem vales alimentação, refeição, transporte, participação nos lucros, entre outros. Às vezes, quando levadas em consideração, essas vantagens acabam até ultrapassando o salário anterior.

Além disso, um bom profissional sabe que a remuneração não é o único fator a ser considerado. Muitas vezes, o profissional sai ganhando mesmo com uma remuneração menor, devido a algumas facilidades como um emprego mais perto de sua casa, ou que ofereça a possibilidade de home office, por exemplo. Ter mais tempo para a família ou para si mesmo também é um grande benefício.

Outra questão importante a se considerar são as oportunidades de desenvolvimento de carreira. Se o salário não é ideal, mas a proposta está alinhada ao seu plano profissional, talvez compense. Precisamos sempre buscar uma carreira que nos traga felicidade e não apenas recursos materiais.

Nesse sentido, é preciso considerar e avaliar bem o cargo a ser exercido, a oportunidade de crescimento na empresa, a possibilidade de aprendizado, entre tantas outras questões intangíveis. Em muitos momentos, um passo para trás ou para o lado são determinantes para uma jornada de sucesso. Só não vale a pena ficar parado.

Fonte:http://www.administradores.com.br

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Trabalhar com o que ama ou com o que dá dinheiro?

Habitualmente, a resposta é a própria pergunta. Trabalhe com o que ama, usufruindo de suas vocações e o dinheiro será a consequência. Se você ama sua carreira, já tem metade do que precisa profissionalmente. E considerar: talento, vocação, propósitos e valores; capacitar-se; ter equilíbrio emocional; encontrar oportunidades, estar pronto para assumi-las e as valorizar: mais 50%. É um todo matemático que torna grande a probabilidade de dar certo (alcançar lucros e rentabilidade). Porém sabemos que não é fácil. E ao falarmos de partes, metades e conjuntos, devemos somar, subtrair e pesar certos pontos. Precisamos pensar além do "habitual". Sonhos e decepções Desde criança somos condicionados a imaginar "o que queremos ser quando crescer". Os anos passam. Nos descobrimos, somos contagiados por experiências, vivências e contaminados bombardeadamente por responsabilidades. Tão explosivas às vezes, que acabamos adiando, atrasando e até mesmo, perdendo nossos sonhos ...

Dólar fecha em leve alta, sem anúncio de intervenção do BC pelo 3ª dia

A moeda norte-americana subiu 0,15%, cotada a R$ 3,5243 na venda. Decisão sobre juros dos EUA e cenário político influenciaram o mercado. O dólar fechou em alta em relação ao real nesta quarta-feira (27), com o Banco Central não anunciando intervenção no mercado cambial pelo terceiro dia seguido e com os investidores atentos à cena política no Brasil. Além disso, no exterior, o mercado é influenciado pela decisão do Federal Reserve, banco central norte-americano, de manter os juros nos  Estados Unidos . A moeda norte-americana subiu 0,15%, cotada a R$ 3,5243 na venda.  Veja a cotação. Acompanhe a cotação ao longo do dia: Às 9h09, alta de 0,16%, a R$ 3,5249 Às 10h49,  alta de  0,22%, a R$ 3,5268 Às 11h20,  alta de  0,36%, a R$ 3,5317 Às 12h,  alta de  0,65%, a R$ 3,5419 Às 13h06,  alta de  0,55%, a R$ 3,5387 Às 13h41,  alta de  0,62%, a R$ 3,5412 Às 14h49,  alta de  0,44%, a R$ 3,5345 Às 15h30, alta de 0,15%...

5 estratégias para se sobressair em uma reunião de negócios

Seja um empreendedor, um funcionário de corporação ou um executivo de qualquer escalão, todo profissional precisará em algum momento da carreira participar de uma reunião para apresentar uma ideia, um produto, ou até mesmo vender os serviços da sua empresa para clientes, parceiros ou outros profissionais atuantes no mesmo setor. Para muitos, fica difícil controlar o nervosismo que situações como essa podem causar. Para Kim Archetti, especialista em comunicação verbal, um dos segredos para não 'travar' durante uma reunião por conta do medo está em agir da forma mais natural e espontânea que conseguir. "Quando você elimina da sua mente a frase 'o que os outros vão pensar de mim', você se permite se divertir, errar, experimentar novas técnicas, e aprender com o processo", diz. Outra dica valiosa, segundo o especialista, é que, quando se está em destaque, as pessoas analisam não apenas o que se diz, mas a postura adotada, que envolve entonação, expressão cor...