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Soja intensifica baixas em Chicago e ainda reflete maiores estoques e corte nas exportações dos EUA

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago intensificaram suas baixas na sessão desta sexta-feira (9) e, por volta de 12h50 (horário de Brasília), variavam entre 14,25 e 15,50 pontos. Dessa forma, o maio/18 já valia US$ 10,49 por bushel. 
 
O mercado internacional, segundo explicam analistas e consultores, reflete agora com mais intensidades aos últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualizados nesta quinta-feira (8) em seu reporte mensal de oferta e demanda. 
Os estoques finais americanos subiram e passaram am 15,1 milhões de toneladas, contra 14,42 milhões do boletim do mês passado. O mercado esperava uma média de 14,4 milhões, com um intervalo de 13,01 a 16,06 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, as exportações recuaram e passaram de 57,15 para 56,2 milhões de toneladas. 
"Estes números ficaram na contramão das expectativas. Em razão da forte quebra da Argentina, seria mais condizente esperar por aumento das exportações e certo corte dos estoques dos EUA", explica o economista e analista de mercado Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais.
Mas também pesam sobre as cotações as notícias do aumento das tarifas  dos Estados Unidos sobre as importações de aço e alumínio determinadas pelo presidente Donald Trumpna tarde desta quinta-feira, já que poderá haver retaliações impactando no mercado de commodities agrícolas, principalmente no comécio de soja China x EUA.
Na outra ponta, onde os fundamentos ainda são altistas para o mercado, estão as previsões de continuidade da seca na Argentina. Ontem, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires cortou sua estimativa para 42 milhões de toneladas e indica que novos cortes podem chegar nos próximos dias. 
"A seca argentina, já consolidada, colocou grande parte dos bastidores de Chicago já na espera de grande redução nas estimativas para o país", diz a AgResource Mercosul. E os próximos cinco dias ainda mostram poucas chuvas chegando ao país, com volumes que seguem limitados e muito localizados. 
De acordo com previsões atualizadas do Serviço Meterológico Nacional (SMN) da Argentina, regime de chuvas seguirá abaixo do normal até maio e a área que sofre com a seca mais severa neste momento não deve receber chuvas significativas até a próxima semana.


Fonte:https://www.noticiasagricolas.com.br

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