Pular para o conteúdo principal

ABAG promove, nesta 2ª feira, o 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio

Reformar para  Competir

O tema deste ano obedece à linha de sequência das questões apresentadas e debatidas nos congressos anteriores da ABAG, sintonizado com a ideia da construção de um país moderno com sustentabilidade.
Em 2016, sob o tema Liderança e Protagonismo, foram tratados o potencial e a força do agronegócio brasileiro, diante dos compromissos desafiadores nos ambientes internos e externos. Para 2017, as reformas essenciais são colocadas no centro das discussões, diante das novas tecnologias e das peculiaridades dos sistemas produtivos contemporâneos.
O Brasil tem no agronegócio a principal alavanca de sua balança comercial e do seu desenvolvimento descentralizado. As revoluções tecnológicas e de gestão do agro são constantes e silenciosas. No entanto, o setor é penalizado pelas políticas públicas deficientes na infraestrutura e na logística.
Há também uma série de problemas ligados à burocracia e os custos de uma legislação tributária e trabalhista que não mais oferece produtividade e competitividade ao País.
Nesse cenário, em que o desenho geoestratégico do mapa-múndi tomará novos contornos nos próximos anos, a ABAG segue em sua meta de colocar e discutir esses assuntos no 16 º Congresso Brasileiro do Agronegócio, com o tema Reformar para competir.
A modernização das relações de trabalho – contrato antigo entre empregados e contratantes, em que se contempla o meio rural como se urbano fosse – é hoje fundamental para fomentar a competitividade da economia e reduzir os custos de novos investimentos. Isso envolve todas as cadeias produtivas do agronegócio brasileiro. As leis trabalhistas constituem um meio para garantir a sustentabilidade e a produtividade das propriedades rurais e das empresas em geral.
Criada 77 anos atrás, em um Brasil predominantemente rural, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Decreto Lei nº 5452/43, representou um avanço, mas hoje não reflete a realidade das novas tecnologias e as peculiaridades dos sistemas produtivos do agronegócio e do meio urbano.
O País precisa implementar condições favoráveis de concorrência para as empresas contratarem mais, com a formalização do emprego e a garantia de direitos aos trabalhadores. Os gastos empresariais representam quase o dobro dos valores recebidos pelos trabalhadores. Nos últimos 10 anos, do aumento médio do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, um quarto decorreu do incremento da produtividade e três quartos de salários. Na Coreia do Sul, essa relação é invertida.
Reforma tributária
Complexo e ineficiente, o sistema nacional de arrecadação de impostos aumenta exatamente os custos, gera insegurança e prejudica o crescimento da economia. É um dos assuntos mais debatidos nos municípios, nos estados e no Congresso Nacional, porém sem decisão. É um sistema que provoca guerras comerciais entre os estados.
Parece que se desenvolve uma lógica no plano do governo, que visa simplificar o número de alíquotas do Cofins e PIS, que representam, respectivamente, 16% e 4% da arrecadação federal. Para garantir ao máximo a arrecadação, a carga tributária será preservada. A seguir vem a reforma do ICMS, com prioridade no combate da chamada guerra fiscal: os incentivos concedidos pelos estados para atrair empresas viraram uma disputa em que todos perdem arrecadação.
Criou-se, inclusive, em capitais, o chamado impostômetro, que assusta a todos com o crescimento da arrecadação. Por outro lado, será fundamental a criação do novo, sob o conceito da correção dos desarranjos da economia, que deve ser olhada como avaliação das chamadas externalidades positivas ou negativas.
Nova geopolítica
A contar do encerramento da primeira metade do século passado, o mundo contemporâneo convive com uma considerável reconfiguração da ordem internacional. O desenho geoestratégico do século XXI tomará outros contornos nos próximos anos. Para não ser plenamente surpreendido, o Brasil precisa analisar com zelo esse cenário. Não há mais espaço para países com poucos acordos bilaterais.
A onda liberal da globalização, pós 2ª Guerra Mundial, nitidamente perde espaço, após a vitória do Brexit no plebiscito realizado na Inglaterra e a saída dos Estados Unidos da Parceria Transpacífico (TPP). Na Europa, a crise no processo de integração, a ascensão da direita e o surto migratório dos países da África são questões graves, que precisam ser enfrentadas por uma União Europeia a ser mantida. De outro lado, a China se prepara, agora com ações, como foi apresentado na reunião de Davos de 2017, para ser uma resposta à nova postura antiglobalização dos Estados Unidos, de Donald Trump.
Todos esses aspectos estarão presentes no 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio. Esperamos contar com a sua presença nessa importante discussão, que pode contribuir para mostrar novos caminhos para um futuro melhor para o Brasil e para os brasileiros. 


Fonte:www.noticiasagricolas.com.br

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Trabalhar com o que ama ou com o que dá dinheiro?

Habitualmente, a resposta é a própria pergunta. Trabalhe com o que ama, usufruindo de suas vocações e o dinheiro será a consequência. Se você ama sua carreira, já tem metade do que precisa profissionalmente. E considerar: talento, vocação, propósitos e valores; capacitar-se; ter equilíbrio emocional; encontrar oportunidades, estar pronto para assumi-las e as valorizar: mais 50%. É um todo matemático que torna grande a probabilidade de dar certo (alcançar lucros e rentabilidade). Porém sabemos que não é fácil. E ao falarmos de partes, metades e conjuntos, devemos somar, subtrair e pesar certos pontos. Precisamos pensar além do "habitual". Sonhos e decepções Desde criança somos condicionados a imaginar "o que queremos ser quando crescer". Os anos passam. Nos descobrimos, somos contagiados por experiências, vivências e contaminados bombardeadamente por responsabilidades. Tão explosivas às vezes, que acabamos adiando, atrasando e até mesmo, perdendo nossos sonhos ...

Dólar fecha em leve alta, sem anúncio de intervenção do BC pelo 3ª dia

A moeda norte-americana subiu 0,15%, cotada a R$ 3,5243 na venda. Decisão sobre juros dos EUA e cenário político influenciaram o mercado. O dólar fechou em alta em relação ao real nesta quarta-feira (27), com o Banco Central não anunciando intervenção no mercado cambial pelo terceiro dia seguido e com os investidores atentos à cena política no Brasil. Além disso, no exterior, o mercado é influenciado pela decisão do Federal Reserve, banco central norte-americano, de manter os juros nos  Estados Unidos . A moeda norte-americana subiu 0,15%, cotada a R$ 3,5243 na venda.  Veja a cotação. Acompanhe a cotação ao longo do dia: Às 9h09, alta de 0,16%, a R$ 3,5249 Às 10h49,  alta de  0,22%, a R$ 3,5268 Às 11h20,  alta de  0,36%, a R$ 3,5317 Às 12h,  alta de  0,65%, a R$ 3,5419 Às 13h06,  alta de  0,55%, a R$ 3,5387 Às 13h41,  alta de  0,62%, a R$ 3,5412 Às 14h49,  alta de  0,44%, a R$ 3,5345 Às 15h30, alta de 0,15%...

5 estratégias para se sobressair em uma reunião de negócios

Seja um empreendedor, um funcionário de corporação ou um executivo de qualquer escalão, todo profissional precisará em algum momento da carreira participar de uma reunião para apresentar uma ideia, um produto, ou até mesmo vender os serviços da sua empresa para clientes, parceiros ou outros profissionais atuantes no mesmo setor. Para muitos, fica difícil controlar o nervosismo que situações como essa podem causar. Para Kim Archetti, especialista em comunicação verbal, um dos segredos para não 'travar' durante uma reunião por conta do medo está em agir da forma mais natural e espontânea que conseguir. "Quando você elimina da sua mente a frase 'o que os outros vão pensar de mim', você se permite se divertir, errar, experimentar novas técnicas, e aprender com o processo", diz. Outra dica valiosa, segundo o especialista, é que, quando se está em destaque, as pessoas analisam não apenas o que se diz, mas a postura adotada, que envolve entonação, expressão cor...