Pular para o conteúdo principal

Pecuária: a recuperação nos preços veio para ficar?

O preço da arroba do boi gordo saltou R$ 5 em dois dias em Alagoas. Em São Paulo foram registrados negócios por até R$ 142 a arroba, para lotes de boi europa (animais de fazendas com autorização para exportar o produto para a União Europeia), mas esse caso é exceção, o valor de referência para mercado paulista ficou ao redor de R$ 130, afirmam analistas. De qualquer forma, o preço subiu e a alta não está apenas no mercado físico. Os negócios do mercado futuro já atingiram a marca de R$ 141 por arroba, o que é praticamente o mesmo valor visto antes do início da crise no setor.
A questão é saber: a recuperação nos preços veio para ficar?
Na opinião do sócio da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros, o cenário é de alta nas cotações. Segundo ele, o risco maior para o setor está nas incertezas vindas de questões sanitárias.
“A única preocupação que a gente ainda pode ter vem do lado sanitário, mas o mercado é firme. Havia uma incerteza quando à situação financeira da JBS e o cenário melhorou depois da renegociação da dívida.  No curto prazo, o viés é de alta no mercado, no entanto no mercado futuro não consigo ver preços acima de R$ 141 por arroba. No mercado à vista é mais complicado chegar a R$ 140, pois tem muito gado represado, a entressafra ainda não aconteceu, ela está um pouco atrasada” explica.
A melhora dos preços deve estimular, inclusive, o aumento do fluxo de animais no segundo giro de confinamento deste ano. A maior oferta de bovinos pode acabar impacto o mercado lá na frente.
“Hoje tem preços mais favoráveis para o pecuarista que confina e há o estímulo da colocação desses animais no confinamento, que vão sair no final do ano entre outubro, novembro e dezembro. Isso pode acabar minando uma alta maior do que temos visto nos preços futuros”, explica a diretora da Agrifatto, Lygia Pimentel.
No curto prazo, a oferta de animais terminados segue restrita e favorece altas nos preços, aponta a consultoria SAFRAS&Mercado.
 “As escalas de abate já não estão tão confortáveis como em semanas anteriores, forçando os frigoríficos a atuarem de maneira mais agressiva na compra de gado”, afirma o analista Fernando Henrique Iglesias, da SAFRAS & Mercado.
Em São Paulo, o preço ficou em R$ 134,00 a arroba, contra R$ 133,00 ontem. Em Minas Gerais, a arroba ficou em R$ 128,00, contra R$ 127,00. Em Goiás, a arroba fechou em R$ 127,00, ante R$ 126,00. No Mato Grosso do Sul, preços a R$ 122,00 – 123,00 a arroba e no Mato Grosso a R$ 120,00.

Ao que tudo indica, o cenário de recuperação nos preços vai permanecer, pelo menos, no curto prazo. Claro que a economia ainda patina e inibe o avanço do consumo no mercado interno, mas em contrapartida as exportações estão aquecidas e os frigoríficos com resultados melhores. Vale lembrar o alerta do consultor, de que a entressafra ainda não começou pra valer, tem  gado represado por aí!

Fonte:http://blogs.canalrural.com.br/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Trabalhar com o que ama ou com o que dá dinheiro?

Habitualmente, a resposta é a própria pergunta. Trabalhe com o que ama, usufruindo de suas vocações e o dinheiro será a consequência. Se você ama sua carreira, já tem metade do que precisa profissionalmente. E considerar: talento, vocação, propósitos e valores; capacitar-se; ter equilíbrio emocional; encontrar oportunidades, estar pronto para assumi-las e as valorizar: mais 50%. É um todo matemático que torna grande a probabilidade de dar certo (alcançar lucros e rentabilidade). Porém sabemos que não é fácil. E ao falarmos de partes, metades e conjuntos, devemos somar, subtrair e pesar certos pontos. Precisamos pensar além do "habitual". Sonhos e decepções Desde criança somos condicionados a imaginar "o que queremos ser quando crescer". Os anos passam. Nos descobrimos, somos contagiados por experiências, vivências e contaminados bombardeadamente por responsabilidades. Tão explosivas às vezes, que acabamos adiando, atrasando e até mesmo, perdendo nossos sonhos ...

BC vê inflação menor em 2017 e cenário de corte mais intenso na Selic

O Banco Central passou a ver inflação menor em 2017, ainda mais abaixo do centro da meta oficial, e também deixou claro que vai fazer uma "intensificação moderada" no ritmo de corte dos juros básicos diante da desinflação mais difundida. "A consolidação do cenário de desinflação mais difundida, que abrange os componentes da inflação mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, fortalece a possibilidade de uma intensificação moderada do ritmo de flexibilização da política monetária, em relação ao ritmo imprimido nas duas últimas reuniões do Copom", informou BC nesta quinta-feira ao publicar seu Relatório Trimestral de Inflação. Desde que iniciou o ciclo de afrouxamento, em outubro do ano passado, o BC já reduziu a Selic em 2 pontos percentuais, aos atuais 12,25 por cento ao ano. Foram dois cortes iniciais de 0,25 ponto e depois dois de 0,75 ponto. "Essa 'intensificação moderada' sinaliza que ele (BC) provavelmente está pensando num c...

Dólar fecha em leve alta, sem anúncio de intervenção do BC pelo 3ª dia

A moeda norte-americana subiu 0,15%, cotada a R$ 3,5243 na venda. Decisão sobre juros dos EUA e cenário político influenciaram o mercado. O dólar fechou em alta em relação ao real nesta quarta-feira (27), com o Banco Central não anunciando intervenção no mercado cambial pelo terceiro dia seguido e com os investidores atentos à cena política no Brasil. Além disso, no exterior, o mercado é influenciado pela decisão do Federal Reserve, banco central norte-americano, de manter os juros nos  Estados Unidos . A moeda norte-americana subiu 0,15%, cotada a R$ 3,5243 na venda.  Veja a cotação. Acompanhe a cotação ao longo do dia: Às 9h09, alta de 0,16%, a R$ 3,5249 Às 10h49,  alta de  0,22%, a R$ 3,5268 Às 11h20,  alta de  0,36%, a R$ 3,5317 Às 12h,  alta de  0,65%, a R$ 3,5419 Às 13h06,  alta de  0,55%, a R$ 3,5387 Às 13h41,  alta de  0,62%, a R$ 3,5412 Às 14h49,  alta de  0,44%, a R$ 3,5345 Às 15h30, alta de 0,15%...