Pular para o conteúdo principal

Previsão de clima frio e seco faz aumentar oferta de animais enquanto escalas de frigoríficos alongam. Arroba segue pressionada


O analista de mercado Douglas Coelho, da Radar Investimentos, destaca que, nesta semana, a pressão de baixa se consolidou para a arroba do boi. Principalmente entre terça-feira e quarta-feira, as escalas alongaram e os pecuaristas entregaram animais a preços menores.
A sexta-feira é, tradicionalmente, um dia um pouco mais travado para os negócios, mas o intervalo de preços hoje (9) gira em torno de R$127 a R$130.
Para Coelho, o que incentivou os pecuaristas a participar mais deste mercado foi o fato de o maior player no Brasil, que é o JBS, estar fora dos negócios, além do fator clima, já que as maiorias das agências apontam para temperaturas em queda em estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais neste final de semana. As temperaturas mais secas dificultam a manutenção das pastagens.
O JBS continuou com a política de pagamento a prazo. Houveram compras pontuais, mas quando ele é comparado com a média dos outros frigoríficos, as escalas estão menores. Assim, sobram animais para outros frigoríficos, que têm até escalas completas para o mês.
No começo, essa pressão não era tão evidente, como aponta o analista. Contudo, nos últimos dias foi possível identificar esse alongamento das escalas. Hoje, é possível ver inclusive frigoríficos abatendo aos sábados.
Alguns estados como o Mato Grosso, o Mato Grosso do Sul e Goiás buscam, ainda, pela redução da alíquota do ICMS. Para Coelho, este fator é "uma faca de dois gumes": ao mesmo tempo em que poderia incrementar a pressão de baixa, poderia prejudicar os frigoríficos pequenos que estão nesses estados.
Em relação à demanda, a carne com osso permanece praticamente estável no estado de São Paulo, sem expectativa de maiores preços para a próxima semana.

Na oferta, esse espaço maior para negociação que os pecuaristas tiveram, chega ao fim. No entanto, esse espaço foi suficiente para diminuir a quantidade de animais no estado. Ainda há, portanto, um volume que poderia dar continuidade a esta queda de preços no mercado.

Fonte:www.noticiasagricolas.com.br

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Trabalhar com o que ama ou com o que dá dinheiro?

Habitualmente, a resposta é a própria pergunta. Trabalhe com o que ama, usufruindo de suas vocações e o dinheiro será a consequência. Se você ama sua carreira, já tem metade do que precisa profissionalmente. E considerar: talento, vocação, propósitos e valores; capacitar-se; ter equilíbrio emocional; encontrar oportunidades, estar pronto para assumi-las e as valorizar: mais 50%. É um todo matemático que torna grande a probabilidade de dar certo (alcançar lucros e rentabilidade). Porém sabemos que não é fácil. E ao falarmos de partes, metades e conjuntos, devemos somar, subtrair e pesar certos pontos. Precisamos pensar além do "habitual". Sonhos e decepções Desde criança somos condicionados a imaginar "o que queremos ser quando crescer". Os anos passam. Nos descobrimos, somos contagiados por experiências, vivências e contaminados bombardeadamente por responsabilidades. Tão explosivas às vezes, que acabamos adiando, atrasando e até mesmo, perdendo nossos sonhos ...

BC vê inflação menor em 2017 e cenário de corte mais intenso na Selic

O Banco Central passou a ver inflação menor em 2017, ainda mais abaixo do centro da meta oficial, e também deixou claro que vai fazer uma "intensificação moderada" no ritmo de corte dos juros básicos diante da desinflação mais difundida. "A consolidação do cenário de desinflação mais difundida, que abrange os componentes da inflação mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, fortalece a possibilidade de uma intensificação moderada do ritmo de flexibilização da política monetária, em relação ao ritmo imprimido nas duas últimas reuniões do Copom", informou BC nesta quinta-feira ao publicar seu Relatório Trimestral de Inflação. Desde que iniciou o ciclo de afrouxamento, em outubro do ano passado, o BC já reduziu a Selic em 2 pontos percentuais, aos atuais 12,25 por cento ao ano. Foram dois cortes iniciais de 0,25 ponto e depois dois de 0,75 ponto. "Essa 'intensificação moderada' sinaliza que ele (BC) provavelmente está pensando num c...

Dólar fecha em leve alta, sem anúncio de intervenção do BC pelo 3ª dia

A moeda norte-americana subiu 0,15%, cotada a R$ 3,5243 na venda. Decisão sobre juros dos EUA e cenário político influenciaram o mercado. O dólar fechou em alta em relação ao real nesta quarta-feira (27), com o Banco Central não anunciando intervenção no mercado cambial pelo terceiro dia seguido e com os investidores atentos à cena política no Brasil. Além disso, no exterior, o mercado é influenciado pela decisão do Federal Reserve, banco central norte-americano, de manter os juros nos  Estados Unidos . A moeda norte-americana subiu 0,15%, cotada a R$ 3,5243 na venda.  Veja a cotação. Acompanhe a cotação ao longo do dia: Às 9h09, alta de 0,16%, a R$ 3,5249 Às 10h49,  alta de  0,22%, a R$ 3,5268 Às 11h20,  alta de  0,36%, a R$ 3,5317 Às 12h,  alta de  0,65%, a R$ 3,5419 Às 13h06,  alta de  0,55%, a R$ 3,5387 Às 13h41,  alta de  0,62%, a R$ 3,5412 Às 14h49,  alta de  0,44%, a R$ 3,5345 Às 15h30, alta de 0,15%...