Pular para o conteúdo principal

Crise obriga lojas a seguirem regras básicas de gestão; saiba quais são

A crise tem desafiado os donos de loja a cumprirem procedimentos básicos de gestão que muitos deixam de se atentar nos momentos de tranquilidade, segundo Anderson Ozawa, consultor de prevenção de perdas e gestão de varejo. "As crises têm o papel de separar o joio do trigo. Finalmente 'fazer certo', fazer a obrigação, passa a ser uma prioridade."
Segundo ele, a preparação para 2016 deve levar em conta planejamento, gestão, eficiência e eficácia. "É muito importante que as empresas façam isso, para fortalecer o setor, gerar mais empregos e ampliar os lucros", diz.
Ele reconhece que as estratégias para o novo ano sofrerão impacto da economia e da política, mas defende que as mudanças aconteçam principalmente na forma de pensar dos donos de negócios. "Existe um modo de pensar que precisa ser alterado para que o próximo ano transcorra com o mínimo de impactos possível."
A seguir, veja dicas do consultor para ajudar varejistas a se preparar para 2016:

1. Saia da zona de conforto
iStock

Segundo Ozawa, o varejo é dinâmico e, por isso, é preciso observar os sinais e estar disposto a sair da zona de conforto. "Como em todos os outros setores, é preciso estar atento aos indicadores, aos cenários e, principalmente, às projeções e expectativas de longo prazo."

2. Mude processos e operações 
iStock

Para o consultor, é importante deixar de fazer as coisas como sempre foram feitas para adotar novos métodos de trabalho e implantar rotinas de execução. "Bons exemplos são a indústria e as financeiras, que possuem padronização há tempos e, com isso, conseguem mudar suas atividades de maneira contínua."

3. Atraia pessoas envolvidas
iStock

Ozawa defende que o varejo deixe de ser uma opção de trabalho para ser uma definição de carreira. "É importante desenvolver, capacitar e valorizar as pessoas dentro do negócio. Dada a complexidade das operações –compras, logística, vendas, perdas etc.–, o varejo precisa de pessoas envolvidas, remuneradas pelos resultados, em constante capacitação."

4. Monitore as operações
iStock

"Ter um negócio implica estabelecer ferramentas de gestão para controlar a execução das operações e, assim, obter o máximo de eficiência", diz Ozawa. Segundo ele, muitos empreendedores ainda não perceberam que adotar um modelo de gestão é um dos elementos primordiais para um negócio sustentável.

5. Conheça seu cliente
iStock

Para o consultor, só quando as vendas caem é que o lojista percebe que não conhece seus clientes. "Existe uma quantidade enorme de informações que podem ser utilizadas. Assim, é possível desenvolver produtos melhores, atendimento personalizado, ambientes de loja e marketing mais assertivos, para que os clientes compreendam que a experiência de compra é única e deve ser repetida."

6. Trabalhe com uma margem de segurança
iStock

Ter um fluxo de caixa seguro dá fôlego para encarar momentos de incerteza, segundo Ozawa. "Garante um momento de serenidade para posicionar ou reposicionar-se. Ganhos imediatos não garantem sustentabilidade. Ter um fluxo de caixa saudável é um dos aprendizados mais importantes de 2015."

                   Fonte:economia.uol.com.br

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Trabalhar com o que ama ou com o que dá dinheiro?

Habitualmente, a resposta é a própria pergunta. Trabalhe com o que ama, usufruindo de suas vocações e o dinheiro será a consequência. Se você ama sua carreira, já tem metade do que precisa profissionalmente. E considerar: talento, vocação, propósitos e valores; capacitar-se; ter equilíbrio emocional; encontrar oportunidades, estar pronto para assumi-las e as valorizar: mais 50%. É um todo matemático que torna grande a probabilidade de dar certo (alcançar lucros e rentabilidade). Porém sabemos que não é fácil. E ao falarmos de partes, metades e conjuntos, devemos somar, subtrair e pesar certos pontos. Precisamos pensar além do "habitual". Sonhos e decepções Desde criança somos condicionados a imaginar "o que queremos ser quando crescer". Os anos passam. Nos descobrimos, somos contagiados por experiências, vivências e contaminados bombardeadamente por responsabilidades. Tão explosivas às vezes, que acabamos adiando, atrasando e até mesmo, perdendo nossos sonhos ...

BC vê inflação menor em 2017 e cenário de corte mais intenso na Selic

O Banco Central passou a ver inflação menor em 2017, ainda mais abaixo do centro da meta oficial, e também deixou claro que vai fazer uma "intensificação moderada" no ritmo de corte dos juros básicos diante da desinflação mais difundida. "A consolidação do cenário de desinflação mais difundida, que abrange os componentes da inflação mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, fortalece a possibilidade de uma intensificação moderada do ritmo de flexibilização da política monetária, em relação ao ritmo imprimido nas duas últimas reuniões do Copom", informou BC nesta quinta-feira ao publicar seu Relatório Trimestral de Inflação. Desde que iniciou o ciclo de afrouxamento, em outubro do ano passado, o BC já reduziu a Selic em 2 pontos percentuais, aos atuais 12,25 por cento ao ano. Foram dois cortes iniciais de 0,25 ponto e depois dois de 0,75 ponto. "Essa 'intensificação moderada' sinaliza que ele (BC) provavelmente está pensando num c...

Dólar fecha em leve alta, sem anúncio de intervenção do BC pelo 3ª dia

A moeda norte-americana subiu 0,15%, cotada a R$ 3,5243 na venda. Decisão sobre juros dos EUA e cenário político influenciaram o mercado. O dólar fechou em alta em relação ao real nesta quarta-feira (27), com o Banco Central não anunciando intervenção no mercado cambial pelo terceiro dia seguido e com os investidores atentos à cena política no Brasil. Além disso, no exterior, o mercado é influenciado pela decisão do Federal Reserve, banco central norte-americano, de manter os juros nos  Estados Unidos . A moeda norte-americana subiu 0,15%, cotada a R$ 3,5243 na venda.  Veja a cotação. Acompanhe a cotação ao longo do dia: Às 9h09, alta de 0,16%, a R$ 3,5249 Às 10h49,  alta de  0,22%, a R$ 3,5268 Às 11h20,  alta de  0,36%, a R$ 3,5317 Às 12h,  alta de  0,65%, a R$ 3,5419 Às 13h06,  alta de  0,55%, a R$ 3,5387 Às 13h41,  alta de  0,62%, a R$ 3,5412 Às 14h49,  alta de  0,44%, a R$ 3,5345 Às 15h30, alta de 0,15%...