Pular para o conteúdo principal

Taxa de juros do cheque especial vai ao maior nível em 22 anos

Brasileiro paga, em média, 300% ao ano por dinheiro emprestado diretamente na conta corrente
A taxa média de juros do cheque especial cobrada pelos bancos brasileiros atingiu 300,8% ao ano em março, informou o BC (Banco Central) nesta quinta-feira (28). Trata-se do maior nível já registrado, considerando o início da série histórica em 1994.
Significa dizer que pegar dinheiro emprestado do banco diretamente na conta corrente está no nível mais alto em 22 anos. 
Para ilustrar como pode ficar a "bola de neve", quem pegou R$ 1.000 emprestados em março de 2015 no cheque especial e não pagou a conta deve agora nada menos que R$ 4.000.
Em fevereiro, os juros médios do cheque especial ao ano chegaram a 293,9%. Entre fevereiro e março, portanto, o aumento nessa linha de crédito atingiu 6,9 pontos percentuais.
Para efeito de comparação, em março de 2015, os juros do cheque especial chegaram a 220,4% — quer dizer que houve um aumento de 80,4 pontos percentuais no período de um ano.
Cartão de crédito
Se, por um lado, os juros do cheque especial bateram recorde e continuam altíssimos, por outro, nada se compara ao rotativo do cartão de crédito. A taxa média de juros do cartão atingiu 449,1% ao ano em março — havia sido 443,9% no mês de março.
Em março do ano passado, essa mesma linha de crédito tinha juros médios de 345,8% ao ano, ou seja, no intervalo de 12 meses o aumento foi de 103,3 pontos percentuais.
Taxa média de juros
Considerando todas as modalidades de crédito às famílias, a taxa média de juros no Brasil para pessoa física ficou em 40,6% em março. Isso representa um aumento de 7,3 pontos percentuais no período de 12 meses.
Fonte:http://noticias.r7.com

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Trabalhar com o que ama ou com o que dá dinheiro?

Habitualmente, a resposta é a própria pergunta. Trabalhe com o que ama, usufruindo de suas vocações e o dinheiro será a consequência. Se você ama sua carreira, já tem metade do que precisa profissionalmente. E considerar: talento, vocação, propósitos e valores; capacitar-se; ter equilíbrio emocional; encontrar oportunidades, estar pronto para assumi-las e as valorizar: mais 50%. É um todo matemático que torna grande a probabilidade de dar certo (alcançar lucros e rentabilidade). Porém sabemos que não é fácil. E ao falarmos de partes, metades e conjuntos, devemos somar, subtrair e pesar certos pontos. Precisamos pensar além do "habitual". Sonhos e decepções Desde criança somos condicionados a imaginar "o que queremos ser quando crescer". Os anos passam. Nos descobrimos, somos contagiados por experiências, vivências e contaminados bombardeadamente por responsabilidades. Tão explosivas às vezes, que acabamos adiando, atrasando e até mesmo, perdendo nossos sonhos ...

BC vê inflação menor em 2017 e cenário de corte mais intenso na Selic

O Banco Central passou a ver inflação menor em 2017, ainda mais abaixo do centro da meta oficial, e também deixou claro que vai fazer uma "intensificação moderada" no ritmo de corte dos juros básicos diante da desinflação mais difundida. "A consolidação do cenário de desinflação mais difundida, que abrange os componentes da inflação mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, fortalece a possibilidade de uma intensificação moderada do ritmo de flexibilização da política monetária, em relação ao ritmo imprimido nas duas últimas reuniões do Copom", informou BC nesta quinta-feira ao publicar seu Relatório Trimestral de Inflação. Desde que iniciou o ciclo de afrouxamento, em outubro do ano passado, o BC já reduziu a Selic em 2 pontos percentuais, aos atuais 12,25 por cento ao ano. Foram dois cortes iniciais de 0,25 ponto e depois dois de 0,75 ponto. "Essa 'intensificação moderada' sinaliza que ele (BC) provavelmente está pensando num c...

Dólar fecha em leve alta, sem anúncio de intervenção do BC pelo 3ª dia

A moeda norte-americana subiu 0,15%, cotada a R$ 3,5243 na venda. Decisão sobre juros dos EUA e cenário político influenciaram o mercado. O dólar fechou em alta em relação ao real nesta quarta-feira (27), com o Banco Central não anunciando intervenção no mercado cambial pelo terceiro dia seguido e com os investidores atentos à cena política no Brasil. Além disso, no exterior, o mercado é influenciado pela decisão do Federal Reserve, banco central norte-americano, de manter os juros nos  Estados Unidos . A moeda norte-americana subiu 0,15%, cotada a R$ 3,5243 na venda.  Veja a cotação. Acompanhe a cotação ao longo do dia: Às 9h09, alta de 0,16%, a R$ 3,5249 Às 10h49,  alta de  0,22%, a R$ 3,5268 Às 11h20,  alta de  0,36%, a R$ 3,5317 Às 12h,  alta de  0,65%, a R$ 3,5419 Às 13h06,  alta de  0,55%, a R$ 3,5387 Às 13h41,  alta de  0,62%, a R$ 3,5412 Às 14h49,  alta de  0,44%, a R$ 3,5345 Às 15h30, alta de 0,15%...