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Governo autoriza maior participação de capital estrangeiro nas aéreas

Fatia de participação sobe de 20% para 49%.
Medida provisória sobre mudança foi publicada no 'Diário Oficial da União.

Aviões de companhias aéreas estacionados na única pista para pouso e decolagens no Aeroporto Interncional de Viracopos, em Campinas (SP) (Foto: Lana Torres/ G1 Campinas)Aviões de companhias aéreas estacionados no Aeroporto Interncional de Viracopos, em Campinas (SP) (Foto: Lana Torres/ G1 Campinas)
Uma medida provisória publicada no "Diário Oficial da União" desta quarta-feira (2) autoriza o aumento da participação de capital estrangeiro nas companhias aéreas que operam dentro do Brasil. Com a mudança, a fatia de participação sobe para 49%. Até então, o Codigo Brasileiro de Aeronáutica (CBA) limitava a participação estrangeira em 20%.
Uma mudança nessa legislação vem sendo discutida há anos. A principal discussão, porém, girava em torno do aumento na participação de estrangeiros, mantendo o controle das empresas aéreas em mãos de empresários brasileiros.
No dia 26 de fevereiro, o Ministério da Fazenda informou que encaminharia ao Congresso um projeto que elevaria de 20% para 49% a participação de grupos de fora.
“(...) o governo deverá encaminhar medida legislativa ao Congresso Nacional propondo o aumento da participação do capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras para 49%, alterando, para tanto, o Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei nº 7.565, de 1986). Além disso, nos casos de reciprocidade este aumento poderá ser elevado”, informou ao G1, na ocasião, o Ministério da Fazenda.
Depois de publicada, uma MP passa a valer como lei e vigora por até 120 dias. Com a publicação no "Diário Oficial", uma comissão especial do Congresso Nacional, formada por deputados e senadores, passa a analisar o texto e pode fazer alterações. Se o Congresso não aprovar a MP em até 45 dias após a publicação, a medida passa então a trancar a pauta de votações até ser votada.
Investimentos
O Ministério da Fazenda informou ainda que a mudança “é uma prioridade para a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República.” E que, com ela, o governo espera incentivar a entrada no país de “novas fontes de recursos para capitalizar o setor de transporte aéreo.”
As empresas aéreas brasileiras vêm sofrendo prejuízos causados, especialmente, pela valorização do dólar frente ao real. O Gol registrou, no terceiro trimestre de 2015, perdas de R$ 2,13 bilhões. No mesmo período, a Latam, empresa que reúne as operações da chilena LAN e da brasileira TAM, teve prejuízo de US$ 113,3 milhões.
O ministério defende ainda que a proposta pode facilitar a “entrada de novas empresas no setor, o que aumenta as condições de concorrência, fato esse extremamente desejável para a sociedade.”
“Ela [mudança na lei] permitirá a capitalização das empresas, o que garante fôlego financeiro; possibilidade de entrada de novas empresas no setor; e possibilidade de aumento da competição e seus efeitos benéficos sobre a sociedade”, completou o Ministério da Fazenda.
Fonte: Do G1, em São Paulo

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