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SEGUNDO O "CHINA DAILY", CHINA FINANCIOU O CRESCIMENTO DO BRASIL

   "China e Brasil constroem um novo futuro" foi o título de suplemento de oito páginas sobre a relação bilateral publicado nesta terça-feira, 13, pelo jornal oficial China Daily, editado em inglês pelo Conselho de Estado, o gabinete comandado pelo primeiro-ministro Wen Jiabao.
   Com foto do aperto de mão entre a presidente Dilma Rousseff e seu colega Hu Jintao, o texto de abertura fala dos benefícios da relação e registra a pretensão brasileira de diversificar suas exportações ao país asiático para além de commodities, com a inclusão de bens de alto valor agregado. "Em certa medida, a China financiou o recente crescimento econômico do Brasil", afirma o artigo, elaborado em parceria com uma agência de comunicação. Ironicamente, o anunciante da capa é a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), uma das instituições mais críticas à importação de produtos chineses pelo Brasil. A contracapa é totalmente ocupada por um anúncio da mineradora Vale, a principal beneficiária da explosiva demanda chinesa por commodities.
   Os artigos que recheiam o suplementam falam da necessidade de a indústria brasileira de aumentar sua competitividade para diversificar as exportações e dos desafios diante do Brasil _da necessidade de melhorar a infraestrutura à política macroecômica que tenta equilibrar combate à inflação e crescimento. "O Brasil tem muitas grandes oportunidades para investidores, mas nós precisamos melhorar nossa infraestrutura, como estradas, aeroportos, portos e fornecimento de energia", disse ao jornal o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. "Nós também precisamos ser mais competitivos industrialmente", reconheceu.
Os setores de mineração, energia e portos são destacados como destinos atraentes para investimentos chineses e a expansão dos portos é apresentada como fundamental para a ampliação do comércio entre os dois países. A Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 são citados em várias ocasiões no suplemento como oportunidades de negócios para as empresas chinesas.
Fonte: Agência Brasil/Estadão

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