Pular para o conteúdo principal

BNDES E BB FINANCIARÃO EXPORTAÇÃO DE MÁQUINA PARA AMÉRICA LATINA


   O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil (BB) firmaram hoje contrato para o financiamento de exportação para países da América Latina de máquinas e equipamentos produzidos no Brasil. Segundo nota do BNDES, o acordo estabeleceu uma linha de crédito de US$ 200 milhões para financiar a venda de bens de capital brasileiros para compradores latino-americanos pela modalidade BNDES Exim Automático.
   A linha será oferecida pelo Banco do Brasil nas agências que opera na Argentina, Chile e Paraguai. Na prática, o banco oferecerá financiamento no mercado dos importadores de máquinas brasileiras, aumentando os incentivos à exportação do setor. O exportador será pago no Brasil pelo BNDES, que já financia os exportadores no Brasil por meio das modalidades pré e pós-embarque.
   A nova modalidade foi desenvolvida pela Área de Comércio Exterior do BNDES no ano passado. Segundo o BNDES, a intenção é aumentar a agilidade operacional do financiamento às vendas internacionais do setor. O banco de fomento informou que todas as agências do BB, no Brasil e no exterior, estão habilitadas a atender às empresas interessadas nesta linha de crédito. No primeiro momento, os principais agentes da linha serão as agências do banco brasileiro em Santiago (Chile), Assunção (Paraguai) e em várias cidades argentinas, por meio do Banco Patagônia, comprado pelo BB no ano passado.
   A linha BNDES Exim Automático tem prazos de até cinco anos e deve beneficiar principalmente o setor de máquinas agrícolas, industriais e de veículos comerciais como ônibus e caminhões. O BNDES explicou que o acordo com o BB foi o primeiro dessa modalidade, em que o Banco do Brasil de Nova York figura como tomador dos financiamentos, assumindo o risco da operação. "Os desembolsos dos recursos serão realizados pelo BNDES em reais diretamente aos exportadores no Brasil, que receberão antecipadamente por suas vendas externas, sem correr riscos de natureza comercial e política. Não haverá remessa de recursos do BNDES para o exterior em tais operações", esclareceu o banco.
   A intenção do BNDES é firmar outros acordos similares com bancos internacionais e brasileiros que tenham operação no exterior, principalmente na América Latina e na África, mercados de maior potencial para a indústria brasileira . O banco informou que está em negociação com cerca de 20 bancos, em países como Uruguai, Peru, Panamá, República Dominicana, Argentina, Chile e Paraguai, com potencial de concessão de linhas de crédito no valor total de mais de US$ 600 milhões. 
Fonte: O Estado de São Paulo

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Trabalhar com o que ama ou com o que dá dinheiro?

Habitualmente, a resposta é a própria pergunta. Trabalhe com o que ama, usufruindo de suas vocações e o dinheiro será a consequência. Se você ama sua carreira, já tem metade do que precisa profissionalmente. E considerar: talento, vocação, propósitos e valores; capacitar-se; ter equilíbrio emocional; encontrar oportunidades, estar pronto para assumi-las e as valorizar: mais 50%. É um todo matemático que torna grande a probabilidade de dar certo (alcançar lucros e rentabilidade). Porém sabemos que não é fácil. E ao falarmos de partes, metades e conjuntos, devemos somar, subtrair e pesar certos pontos. Precisamos pensar além do "habitual". Sonhos e decepções Desde criança somos condicionados a imaginar "o que queremos ser quando crescer". Os anos passam. Nos descobrimos, somos contagiados por experiências, vivências e contaminados bombardeadamente por responsabilidades. Tão explosivas às vezes, que acabamos adiando, atrasando e até mesmo, perdendo nossos sonhos ...

BC vê inflação menor em 2017 e cenário de corte mais intenso na Selic

O Banco Central passou a ver inflação menor em 2017, ainda mais abaixo do centro da meta oficial, e também deixou claro que vai fazer uma "intensificação moderada" no ritmo de corte dos juros básicos diante da desinflação mais difundida. "A consolidação do cenário de desinflação mais difundida, que abrange os componentes da inflação mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, fortalece a possibilidade de uma intensificação moderada do ritmo de flexibilização da política monetária, em relação ao ritmo imprimido nas duas últimas reuniões do Copom", informou BC nesta quinta-feira ao publicar seu Relatório Trimestral de Inflação. Desde que iniciou o ciclo de afrouxamento, em outubro do ano passado, o BC já reduziu a Selic em 2 pontos percentuais, aos atuais 12,25 por cento ao ano. Foram dois cortes iniciais de 0,25 ponto e depois dois de 0,75 ponto. "Essa 'intensificação moderada' sinaliza que ele (BC) provavelmente está pensando num c...

Dólar fecha em leve alta, sem anúncio de intervenção do BC pelo 3ª dia

A moeda norte-americana subiu 0,15%, cotada a R$ 3,5243 na venda. Decisão sobre juros dos EUA e cenário político influenciaram o mercado. O dólar fechou em alta em relação ao real nesta quarta-feira (27), com o Banco Central não anunciando intervenção no mercado cambial pelo terceiro dia seguido e com os investidores atentos à cena política no Brasil. Além disso, no exterior, o mercado é influenciado pela decisão do Federal Reserve, banco central norte-americano, de manter os juros nos  Estados Unidos . A moeda norte-americana subiu 0,15%, cotada a R$ 3,5243 na venda.  Veja a cotação. Acompanhe a cotação ao longo do dia: Às 9h09, alta de 0,16%, a R$ 3,5249 Às 10h49,  alta de  0,22%, a R$ 3,5268 Às 11h20,  alta de  0,36%, a R$ 3,5317 Às 12h,  alta de  0,65%, a R$ 3,5419 Às 13h06,  alta de  0,55%, a R$ 3,5387 Às 13h41,  alta de  0,62%, a R$ 3,5412 Às 14h49,  alta de  0,44%, a R$ 3,5345 Às 15h30, alta de 0,15%...